O budismo ao longo da Rota da Seda
A Rota da Seda nunca foi uma via única, mas sim uma rede dinâmica de rotas comerciais terrestres e marítimas que conectou a China, a Ásia Central, a Índia, a Pérsia e o mundo mediterrâneo por mais de mil anos, a partir de aproximadamente o século II a.C. Por ela circulavam não apenas seda, especiarias e metais preciosos, mas também ideias, idiomas, arte e — como esta série explora — tradições religiosas inteiras, que criaram raízes, se misturaram e se transformaram mutuamente ao atravessar as cidades-oásis e as passagens montanhosas da Ásia Central.
A Rota da Seda volta a ser relevante por um motivo marcante: a Iniciativa Cinturão e Rota, lançada pela China em 2013, evoca explicitamente essa história, visando reconstruir muitos dos mesmos corredores comerciais terrestres e marítimos por meio de investimentos em infraestrutura na Ásia, na África e na Europa. À medida que novas estradas, ferrovias e portos refazem esses caminhos ancestrais, os antigos padrões de pluralismo religioso, intercâmbio cultural e rivalidade geopolítica da região mostram-se tão relevantes para o século XXI quanto foram para o século I.
Parte 1: O alvorecer do Dharma – Como o budismo nasceu
Parte 2: Gandara – Onde o budismo encontrou os gregos
Parte 3: Estradas congestionadas – O budismo entre religiões rivais
Parte 4: Budismo esotérico – Declínio, reinvenção e a tempestade mongol
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